Por que os ganhos de força são maiores nos primeiros dias de treino?

 

GANHOS DE FORÇA

Você alguma vez já se perguntou o por que após iniciar (ou retomar) uma rotina de treinamentos, os ganhos de força são muito mais expressivos nas primeiras semanas do que nas seguintes? Se isso já aconteceu com você alguma vez, fique tranquilo, é completamento normal. A cupla não é por que você mudou a sua alimentação, alterou sua rotina de treinos ou não está motivado o suficiente. Esses ganhos iniciais são derivados de algo que chamamos de Componente Neural, e a melhora desse componente recebe o nome de Adaptação Neural.

ganhos de força

 

Ganhos de força

Primeiramente, precisamos ter em mente que, o processo de contração muscular depende de um conjunto de reações nervosas que envolvem desde a despolarização da membrana de um neurônio motor, até a mudança do potencial na membrana do músculo, portanto, podemos dizer então que as adaptações neurais são um conjunto de fatores que melhoram a coordenação intramuscular, e assim, consequentemente resultarão numa maior capacidade de gerar força.


Podemos citar como alguns desses fatores:
Losango pequeno azulA adaptação do OTG, que liberará menos estímulos inibitórios
Losango pequeno azulMaior quantidade de potências de ação por segundo (estímulos excitatórios)
Losango pequeno azulMaior eficiência nos padrões de recrutamento neural
Losango pequeno azulMaior excitabilidade dos motoneurônios
Losango pequeno azulMaior sintonização e ritmo de acionamento das unidades motoras

CONCLUSÃO: Os ganhos de força durante as primeiras semanas de treinamento são provenientes de um conjunto de adaptações neurais do processo de contração muscular. A melhora desse componente pode ser melhor atingida se buscarmos uma maior variabilidade de exercícios durante o treinamento, dessa forma, aumentaremos o repertório motor do indivíduo, algo primordial nas primeiras semanas tendo em vista o aumento de força pelo componente neural. #saudecomciencia

REFERÊNCIAS:
1⃣ McARDLE, W.D.; KATCH, F.I.; KATCH, V.L. Fisiologia do exercício: energia, nutrição e desempenho físico. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
2⃣ SILVERTHORN, D.U. Fisiologia Humana: uma abordagem integrada. 5.ed. São Paulo: Artmed Editora SA, 2010.

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